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| DIARRÉIA
POR E. COLI (COLIBACILOSE) |
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O processo
da diarréia bacteriana é diferente
daquela causada por vírus, onde as vilosidades
intestinais, responsáveis por absorção
de fluidos são destruídas pela infecção
por Rotavírus e/ou Coronavírus.
A infecção por E.coli ou colibacilose
inicia-se quando a bactéria com filamentos
semelhantes a cerdas, chamados de fímbrias,
são presos as células de revestimento
do intestino.
A fímbria denominada K99 é de especial
importância ( Figura 10 ). Comum a muitas
cepas de E. coli causadoras de diarréia
bovina, o K99 é considerado a ameaça
principal aos bezerros nos primeiros cinco dias
de vida.
Uma vez presa ao revestimento do intestino, a
bactéria E.coli libera uma toxina que desencadeia
o rápido fluxo de fluidos eletrólitos
para dentro dos intestinos. Como sabemos eletrólitos
são componentes dos fluídos orgânicos
carregados eletricamente, importantes para a função
normal de todas as células do organismo.
Desequilíbrios das concentrações
de eletrólitos podem afetar as atividades
musculares, particularmente aquelas do coração,
intestinos e aparelho respiratório.
Eventualmente, a colibacilose resulta em uma diarréia
característica de cor amarela ou não
totalmente banca. A perda de bicarbonato ( um
eletrólito ) e fluídos orgânicos
causa desidratação e uma presença
excessiva de ácido no sangue e tecidos.
Referida como "acidose", essa condição
é marcada por vômitos, respiração
com odor adocicado característico e distúrbios
visuais. A acidose pode ser grave a ponto de causar
choque e insuficiência renal, levando a
morte.
Enquanto a diarréia bovina, causada por
E. coli, desenvolve-se diferentemente daquela
causada por Rota e Coronavírus, os efeitos
gerais são os mesmos. O material fecal
se movimenta através dos intestinos com
uma rapidez anormal, resultando em diarréia.
Os bezerros afetados perdem fluídos orgânicos
essenciais, nutrientes e eletrólitos.
Os veterinários usam o termo "E. coli
enterotoxigênica"( ETEC ) para descrever
as cepas com maior potencial para causar diarréia
bovina. A fímbria K99 ( Figura 10 ) parece
um elemento comum as cepas de ETEC, causadoras
de colibacilose ou infecção por
E. coli. Um estudo demonstrou que a remoção
da fímbria K99 de uma cepa de ETEC produziu
um microorganismo que não causava mais
diarréia. A reintrodução
da fímbria K99 na mesma cepa produziu,
novamente, um microorganismo causador da doença.
Estudos adicionais demonstraram a presença
do K99 em uma alta porcentagem em cepas de ETEC
( 76% a 95% ) e baixa porcentagem ( 1% a 14% )
naquelas não ETEC, isoladas de bezerros.
Por essas razões, a fímbria K99
pode ser considerado um fator chave na tentativa
de controlar a diarréia bacteriana de bezerros.
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| FIGURA 10: A bactéria
E.coli tem longas projeções,
em forma de dedos, chamadas fímbrias
claramente visíveis nessa figura
(seta) os quais auxiliam o microorganismo
a se fixar à parede intestinal. Uma
vez fixada, a bactéria secreta toxinas
que infectam o animal. |
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