|
De todos os agentes infecciosos implicados
no Complexo Doença Respiratória
Bovina, a bactéria Pasteurella haemolytica
lidera a lista dos patógenos mais isolados
nos caos de pneumonia bovina. Enquanto o gado
leiteiro parece ser mais afetado do que o gado
de criação e de engorda, a alta
incidência de infecção por
P. haemolytica ocorre em confinamento, intensivamente
planejado , para recolocação de
bezerros. Atualmente, não há dados
disponíveis sobre a perda em dólares
da indústria americana de laticínios,
atribuída à pneumonia enzoótica,
associada à infecção por
P.haemolytica, mas um especialista estimou que,
pelo menos, uma em cada três crias de
gado leiteiro, em Minesota e Wiscosin, é
afetada em
Algum grau. As perdas econômicas são
conseqüências das mortes seleções
prematuras e diminuição do tempo
de vida produtiva. O custo do tratamento também
é dispendioso, sendo estimado em U$ 134
por bezerro. Embora as bactérias comecem
imediatamente a se multiplicar, o crescimento
fica restrito ao meato nasal do bezerro não
produzindo sinais da doença.
Essa situação, aparentemente inócua,
altera-se marcadamente quando os bezerros estão
estressados, devido a infecções
virais ou práticas ruins de manejo, tais
como deficiência em transferir a imunidade
passiva, ventilação ruim, espaço
inadequado, adição contínua
de novos bezerros e qualidade baixa dos sucedâneos
do leite.
 |
| FIGURA 5:Patogenia
da pneumonia por P.haemolytica. P. haemolytica
habita normalmente o trato respiratório
superior de bovinos adultos. Imediatamente
após o nascimento a bactéria
penetra nas narinas dos bezerros (A) e coloniza
as fossas nasais. Futuras exposições
do animal a vírus os stress possibilita
a multiplicação das bactérias
e invasão dos pulmões (B).P.
haemolytica desloca-se através dos
bronquios atingindo os sacos alveolares
(C),uma infecção que pode
resultar em pneumonia. |
Aparentemente, o estresse modifica o trato
respiratório superior, portanto as condições
favorecem o crescimento da P.haemolytica. Sob
essas condições , grandes quantidades
de bactérias são transferidas
do meato nasal e depositadas no trato respiratório.
A P.heamolytica possui vários elementos
estruturais, especializados, multiplica-se rapidamente
e sobrepõem-se a diversos mecanismos
de defesa do organismo que, normalmente eliminariam
os agentes causadores da doença. Eventualmente,
o crescimento descontrolado de P.haemolytica
leva ao desenvolvimento de uma pneumonia de
difícil tratamento e que provoca abcessos
nos pulmões dos bezerros que sobrevivem.
Os bezerros afetados ficam deprimidos, comem
e bebem muito pouco e têm febre (40OC
a 41ºOC). A respiração é
muito insípida e rápida e apresentam,
secreção nasal de cor clara e
escurecida. Quando esses bezerros se movimentam,
com freqüência, tossem. Em casos
graves , a respiração torna-se
irregular e os animais podem emitir sons enquanto
respiram.
Eventualmente, os bezerros podem se recusar
a se levantar , tonam-se crescentemente incapazes
de se desenvolver e morrem se um tratamento
adequado não for iniciado. Já
que os bezerros doentes demonstram pouco interesse
em comer e beber, a medicação
adicionada ao alimento ou água geralmente
é pouco benéfica. Os bezerros
sobreviventes ,com freqüência desenvolvem
doença respiratória por período
prolongado apresentam pelagem grosseira, dificuldade
em ganhar peso e, algumas vezes, podem ser considerados
como animais de descarte mesmo tendo sido tratados
uma ou duas vezes.
|