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A Parainfluenza tipo 3 é encontrada
em todo o mundo e tão prevalente na população
bovina que é raro encontrar um grupo
de bovinos sem evidência da infecção.
Embora o PI3, infecte o trato respiratório,
geralmente, age junto com outros agentes (vírus
da IBR e da BVD). Além disso ,seus sintomas
são similares àqueles da IBR e
BVD. O vírus é eliminado nas secreções
nasais e oculares e é prontamente disseminado
ao gado suscetível via meato nasal e
oral.
Em 2 a 3 dias após a exposição,
os sinais podem ser desenvolver em alguns bezerros.
Por si só, a PI3,é uma infecção
relativamente leve causando febre, secreção
nasal, lacrimejamento, tosse e dificuldade respiratória.
No entanto, seria um engano considerar PI3,
pouco importante porque o vírus tem uma
alta incidência na infecção
secundária pela bactéria Pasteurella.
O vírus PI3, predispões o trato
respiratório a infecção
secundária por danificar as membranas
mucosas, resultando na clássica síndrome
de pasteurelose bovina.
O vírus foi isolado em fetos abortados
e causou doença respiratória em
bezerros suscetíveis após infecção
experimental. Tais observações
indicam que, em circunstâncias apropriadas,
certas cepas do vírus PI3, podem causar
a doença. Assim, o maior dano causado
pelo PI3, está associado a outros agentes
etiológicos, normalmente em sistemas
de produção e controle que provocam
estresse e facilitam contato íntimo entre
bovinos. Tais condições são
comuns em locais de confinamento para engorda,
instalações para criação
de bezerros e unidades de produção
de leite tipo A e B.
Devido ao fato dos sinais aparentes não
serem nítidos, a infecção
por PI3, geralmente, deve ser diagnosticada
por exames laboratoriais. Paradoxalmente, em
casos avançados de doença respiratória,
o vírus PI3, que pode ter iniciado a
doença freqüentemente, não
está presente no tecido afetado no momento
da morte. Por esta simples razão, os
produtores que queriam isolar o vírus
para diagnóstico da infecção,
deverão contatar os profissionais dos
laboratórios para obter instruções
sobre a coleta e transporte das amostras.
Situação no Brasil
No Brasil, o vírus da PI3, foi inicialmente
isolado por CANDEIAS, em 1971, a partir de tecido
pulmonar de bovinos com lesões de pneumonia.
Posteriormente, foram feitos poucos estudos
sobre a prevalência do vírus em
nosso rebanho. Em um destes estudos, CANDEIAS
e RIBEIRO (1970),encontram uma prevalência
elevada de bovinos soropositivos (acima de 80%)
em, São Paulo. No Rio Grande do Sul,
WIZIGMANN (1972) também encontrou soroprevalência
elevada (em torno de 80%) par bovinos. Mais
recentemente ,PIZZOL (1989) encontrou a prevalência
de 70% em bovinos e 34% em ovinos, ambos em
animais provenientes do Rio Grande do Sul.
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