O
grupo de infecções e intoxicações
freqüentemente fatais, causadas por bactérias
anaeróbias do gênero Clostridium
são chamadas clostridioses. Estes organismos
têm a habilidade de passar para uma
forma de resistência chamada esporo,
quando expostos a condições
adversas, podendo se manter potencialmente
infectantes no solo por longos períodos,
representando um risco significativo para
a população animal e para a
humana. Muitos organismos deste grupo podem
estar normalmente presentes no trato intestinal
destas espécies.
Muitos processos infecciosos que acometem
as explorações bovinas e ovinas
são determinadas pelos clostrídios.
Existem cerca de 100 espécies distribuídas
em áreas geográficas distintas.
A maioria é constituinte da microbiota
intestinal, porém apenas 13 delas são
capazes de causar enfermidades nos animais
(Tab. 1).
As bactérias patogênicas que
compõem este gênero causam doenças
basicamente por dois mecanismos: produção
de toxinas e invasão de tecidos. Os
clostrídios penetram no organismo na
forma esporulada, através de alimento
contaminado, feridas ou por inalação.
As toxinas são produzidas no organismo
do animal ou são ingeridas pré-formadas,
como no caso de intoxicação
botulínica. Tabela 1
| Entrada |
Porta
de Sítio de
replicação bacteriana
ou produção de toxina |
Síndrome/Doença |
Espécies
susceptíveis |
Etiologia |
Principais
toxinas produzidas |
| Ingestão |
Músculo |
Carbúnculo |
Bovinos,
caprinos |
C.
chauvoei alfa |
beta,
gama e delta, sintomático e ovinos
|
| |
Fígado |
Hemoglobinúria
bacilar |
Bovino,
ovino |
C.
haemolyticum |
blecitinase |
| |
|
Hepatite
necrótica |
Bovino,
ovino |
C.
novyi tipo B |
blecitinase |
| |
|
Enterotoxemia |
Bovino,
ovino e caprino |
C.
perfringens |
beta e épsilon
tipos B, C e D |
| |
Ossos
e carcaças em decomposição,
água parada e fonte de alimentação |
Botulismo |
Bovino,
ovino e caprino, eqüino, aves e
cães |
C.
botulinum |
neurotoxinas
tipos C e D, botulínicas C1 e
D |
| Feridas |
Feridas |
Edema
maligno ou gangrena gasosa |
Bovino,
ovino e caprino |
C.
septicum,
C. chauvoei,
C. sordellii,
C. perfringens, C. novyi |
alfa,
beta,gama e delta |
| |
|
Tétano |
Todos
as espécies de mamíferos |
C.
tetani |
tetanospasmina
e tetanolisina |
Adaptado: Roussel & Hjerpe (1990) |
Dentre as doenças
bacterianas causadas por anaeróbios,
as clostridioses estão entre as que
mais preocupam os criadores, devido às
perdas econômicas que determinam (Baldassi
et al., 1985). Infecções clostridiais
tomam muitas formas, e permanecem como um
problema comum para produtores, veterinários
de campo e pesquisadores (Songer, 1997).
Em se tratando de enfermidades da mais alta
relevância na produção
animal, esse trabalho tem como objetivo fazer
uma abordagem sobre o diagnóstico e
controle de qualidade das vacinas contra clostridioses.
Diagnóstico Doenças
neurotrópicas.
Botulismo
O diagnóstico do botulismo é
baseado na anamnese, sinais clínicos,
isolamento e principalmente na demonstração
e identificação das toxinas
produzidas. Os espécimes de eleição
são: soro, conteúdo intestinal,
ossos e alimentos suspeitos. A técnica
mais utilizada é a soroneutralização
em camundongos. Uma vez que haja suspeita
da presença da(s) toxina(s), o que
é verificado pela morte dos camundongos,
a identificação da mesma(s)
é feita com anti-soros específicos
(Smith, 1984). Atualmente, tem-se utilizado
a técnica de reação
em cadeia da polimerase (PCR), que permite
por meio de primers de oligonucleotídeos,
detectar os genes responsáveis por
codificar a produção da(s)
neurotoxina(s) (Fach et al., 1993; Szabo
et al., 1993; Franciosa et al., 1994).
Tétano
No tétano, o diagnóstico laboratorial
é semelhante ao botulismo, sendo
a demonstração da neurotoxina
o mais empregado. Entretanto, na maioria
dos casos, o diagnóstico está
baseado apenas na anamnese e na sintomatologia
clínica, sem referência a testes
laboratoriais (Quinn et al, 1994).
Mionecroses (carbúnculo
sintomático x gangrena gasosa)
Diferentemente do botulismo, tétano
e enterotoxemias, em que a detecção
da(s) toxina(s) produzidas pelos agentes
envolvidos é imprescindível
para o diagnóstico, no caso das mionecroses,
a detecção dos agentes é
suficiente para o diagnóstico. Além
da anamnese, sinais clínicos, achados
de necrópsia e isolamento dos agentes
envolvidos, podem ser empregadas as seguintes
técnicas: imunofluorescência
direta (IFD) (Batty & Walker, 1963;
Pinto & Abreu, 1992) que permite a detecção
dos agentes em esfregaços de cultivo
e em impressões obtidas diretamente
dos tecidos durante a necropsia; a imunohistoquímica
(IHQ), em cortes histológicos e/ou
esfregaços de cultivo (Conesa et
al., 1995., Vannelli & Uzal., 1996.,
Vannelli & Uzal., 1996), e a PCR, que
amplifica seqüências conservadas
da subunidade 16sRNA (Kuhnert et al., 1997;
Takeuchi et al., 1997).
Enterotoxemias
Dentre as clostridioses, as enterotoxemias
sem dúvida são as que mais
chamam a atenção de produtores
e veterinários. Um fator de grande
discussão no campo diz respeito ao
diagnóstico da enterotoxemia bovina.
Até o presente momento, existe uma
baixa freqüência de diagnóstico
laboratorial de enterotoxemia bovina no
Brasil. Pelo fato do C. perfringens
ser um comensal do trato gastrointestinal,
apenas o isolamento do microrganismo não
é suficiente para o diagnóstico.
O diagnóstico confirmatório
está na dependência direta
da detecção das toxinas produzidas
pelo agente, e isto geralmente ocorre apenas
em condições não-fisiológicas.
A detecção de toxinas em conteúdo
intestinal é o critério mais
aceito atualmente. O método convencional
para detecção destas toxinas
é o teste de soroneutralização
em camundongos. Entretanto, devido a discussões
éticas por parte de grupos humanitários,
está sendo gradualmente substituída
por metodologias in vitro, como por
exemplo a técnica de ELISA (Weddell
& Worthington., 1984; Nagahama et al.,
1991; El idrissi & Ward., 1992a,b).
No caso da enterotoxemia caprina e ovina,
além da pesquisa de toxina(s) nos
fluidos intestinais, alguns achados podem
dar suporte ao diagnóstico definitivo
da enfermidade. Em caprinos, a enterotoxemia
é principalmente caracterizada pela
ocorrência de enterocolites (Uzal
& Kelly, 1998). Nos ovinos, a toxina
épsilon de C. perfringens tipo
D produz alterações nas células
endoteliais do cérebro que levam
ao aumento da permeabilidade vascular, produzindo
edema cerebral. A alteração
histológica mais precocemente observada
como conseqüência a esse processo
é o edema proteináceo perivascular.
Se os animais sobrevivem por períodos
maiores que 24 horas, pode-se observar malacia,
que, em casos severos, pode ser observada
macroscopicamente, caracterizando a encefalomalacia
simétrica focal. (Uzal & Kelly.,
1997).
A presença das toxinas beta e épsilon
no conteúdo intestinal é o
diagnóstico de certeza das enterotoxemias.
Entretanto, é recomendável
associar este achado com o histórico,
sinais clínicos e achados de necropsia.
Hepatite necrótica e hemoglobinúria
bacilar
Essas enfermidades geralmente são
de localizações geográficas
limitadas, estando associadas a áreas
úmidas e à presença
de infecções por Fasciola
hepática.
O diagnóstico da hepatite
necrótica é feito a partir
do isolamento e posterior identificação
do agente envolvido pela técnica
de IFD (Sterne & Batty, 1975). No diagnóstico
da hemoglobinúria bacilar, além
do isolamento e da IFD, tem sido utilizada
a técnica de IHQ (Uzal et al., 1992).
Em relação
às clostridioses no Brasil, existem
poucos relatos da confirmação
laboratorial destas enfermidades. As evidências
de ocorrência estão relacionadas
com os sinais clínicos, que são
pouco conclusivos. Ao fazermos uma revisão
da literatura brasileira, verificaremos
que pouco progresso tem sido feito na busca
de novos métodos de diagnóstico.
O diagnóstico laboratorial é
feito a partir do isolamento e da caracterização
bioquímica dos agentes envolvidos
(Correa et al., 1980; Baldassi et al., 1985;
Silveira et al.,1995). Entretanto, freqüentemente
estes procedimentos não apresentam
bons resultados devido às dificuldades
na obtenção, envio e processamento
das amostras no laboratório. Dependendo
das condições em que chegam,
o isolamento pode ser dificultado. Além
desse fato, a maioria dos clostrídios
são extremamente sensíveis
a oxigênio, tendo seu crescimento
facilmente superado por outros microrganismos
presentes nas amostras. No campo, a situação
não é diferente, onde o diagnóstico
é dado pelos veterinários
com base apenas nos sinais clínicos
e/ou lesões de necropsia.
Em razão da dificuldade para o isolamento
de clostrídios, é necessária
a implementação de novos métodos
de diagnóstico, que possibilitam
a identificação dos agentes
e de suas toxinas. A implementação
de técnicas como a imunohistoquímica
para o diagnóstico das mionecroses,
metodologia esta já disponível
em nosso meio, e a substituição
da soroneutralização em camundongos
por métodos in vitro como
o teste de ELISA, permitirá um diagnóstico
mais rápido e específico,
o que por sua vez permitirá determinar
a real prevalência desses agentes
em nosso meio. Esta informação,
por sua vez, será extremamente útil
para tomada de decisões em relação
à fabricação e ao uso
de vacinas contra estas enfermidades.
Controle de qualidade das vacinas
As enfermidades causadas
por microrganismos do gênero Clostridium
levam a perdas consideráveis no rebanho,
uma vez que o tratamento na grande maioria
dos casos é impraticável.
Devido às características
ecológicas dos agentes, que são
ubiqüitários do trato digestivo
dos animais e do solo, e pela forma de resistência
na natureza por meio de esporos, a erradicação
das enfermidades é praticamente impossível.
O controle e a profilaxia devem pois basear-se
em medidas adequadas de manejo e em vacinações
sistemáticas de todo o rebanho, pois
os animais estão em permanente contato
com os agentes e com os fatores que poderão
desencadear as enfermidades.
A eficiência das vacinas
clostridiais relaciona-se à natureza
do(s) antígeno(s) que as compõe(m),
sendo estes toxóides e/ou bacterinas.
Elas são de natureza altamente antigênicas,
quando bem elaboradas, oferecendo boa proteção
aos animais. As vacinas comerciais são
combinadas ou compostas por múltiplos
antígenos e são usadas como
estratégia frente a uma grande variedade
de agentes e/ou suas toxinas que podem participar
das enfermidades (Tab.2).
Nos últimos anos, houve
uma crescente ampliação dos
sistemas de criações de animais
domésticos. A alta concentração
de animais implica ter-se uma proteção
em massa frente a uma série de enfermidades
que passaram a ser comuns com as novas técnicas
de manejo implantadas. A tendência
atual é a utilização
de vacinas combinadas reunindo antígenos
contra várias enfermidades em um
único produto. Esta prática
visa minimizar os problemas de estresse
e manejo, assim como evitar reações
do tipo das anafiláticas à
inoculação de produtos tóxicos,
inflamações locais, traumas
de inoculações, reações
aos adjuvantes, dor e febre entre outros
(Horsch., 1984; Pinochet & Abalos.,
1989: Pinochet et al., 1992). Entretanto,
para alguns autores, a aplicação
de vacinas combinadas ou simultâneas
pode apresentar incompatibilidades ou interferências
que podem impedir a estimulação
de uma boa imunidade, comparada à
das vacinas chamadas únicas ou monovalentes
(Green et al., 1987., Roitt, 1994). Para
evitar a incompatibilidade ou interferência
entre os diversos antígenos de uma
vacina, as combinações deverão
ser previamente testadas antes de ser empregadas
na rotina dos programas de controle e profilaxia
das enfermidades, de acordo com normas aceitas
internacionalmente.
Fatores relacionados à
produção e ao controle das
vacinas
A produção de toxinas por
Clostridia é um dos aspectos
mais importantes a ser considerado na linha
de produção de toxóides
eficientes (Smith, 1977). As amostras sementes
utilizadas, a composição dos
meios de cultura, pH, tempo, temperatura
e atmosfera de incubação são
fatores importantes e devem ser rigorosamente
controlados para uma efetiva produção
de vacina.
Sabe-se que a produção
das toxinas na grande maioria das espécies
patogênicas deste gênero está
relacionada com infecção das
células bacterianas por bacteriófagos
ou plasmídeos. Repiques sucessivos
destas amostras in vitro podem levar
à perda destes mediadores de produção
de toxinas, acarretando baixos títulos
ou mesmo a perda total da toxigenicidade
das amostras (Hatheway, 1990).
Os meios de cultura deverão
conter fontes de aminoácidos utilizáveis
pelos clostrídios, podendo estes
serem sintéticos, infusão
de carne ou pedaços de carne cozida
que também propiciam ambiente de
anaerobiose. A presença de carboidrato
no meio de cultura como fonte de energia
podem influenciar o crescimento e a produção
de toxinas. Concentrações
de glicose entre 1%2% apresentam melhores
resultados de produção (Jansen,
1961, Pivnick et al 1964; 1965). A presença
destes carboidratos favorece a produção
de gases como H2 e CO2, que por sua vez
ajudam a manter ambiente de anaerobiose
(Rood & Cobe., 1991).
Entretanto, a presença
destes gases leva à acidificação
do meio, interferindo na produção
de toxinas, sendo este um dos pontos críticos
na obtenção de culturas altamente
tóxicas. O pH do meio utilizado deve
ser mantido em torno da neutralidade para
produção de toxinas pela grande
maioria dos clostrídios (Smith, 1977).
O período de incubação
também é um fator a ser considerado
tanto na produção quanto na
estabilidade das toxinas produzidas. Este
é variável com a espécie.
Por exemplo a produção máxima
de beta toxina por C. perfringens
tipo C é obtida quando as culturas
são incubadas por um período
de 4 a 8 horas e para produção
de épsilon toxina por C. perfringens
tipo D é entre 5 e 12 horas (Sakurai
& Duncan.., 1979). Períodos superiores
poderão acarretar a degradação
das toxinas por ação de outras
substâncias produzidas por estes agentes.
Entre os clostrídios,
apesar de serem anaeróbios estritos,
existe uma variação em relação
à sensibilidade ao oxigênio.
C. botulinum e C. haemolyticum,
entre outros, são sensíveis
a taxas de oxigênio residual superiores
a 0,5 %. Por sua vez, C. perfringens
são mais aerotolerantes. Conseqüentemente
a manutenção de atmosfera
de anaerobiose é também fator
preponderante na produção
de toxinas (Smith., 1977). Esta poderá
ser mantida com utilização
de compostos químicos geradores de
anaerobiose, misturas gasosas ou meios de
cultura contendo partículas de carne.
A produção de
toxinas pelas diversas espécies de
clostrídios é um processo
laborioso que requer metodologias adequadas,
dentre estas a utilização
de fermentadores que permitem o monitoramento
de grande parte destes fatores.
No Brasil, atualmente está
havendo um incremento na produção
de vacinas indicadas para clostridioses.
Isto se deu em razão das modificações
ocorridas nos sistemas criatórios
do País, levando ao surgimento de
novas enfermidades e recrudescimento de
outras.
Um outro aspecto importante
em relação às vacinas
clostridiais é a inexistência
de controle oficial que ateste a qualidade
quanto à inocuidade, esterilidade
e potência de todos os antígenos.
Atualmente, apenas C. chauvoei e
toxóide botulínico tipos C
e D são avaliados sistematicamente
pelo Ministério da Agricultura e
do Abastecimento, sendo portanto a qualidade
dos produtos deixados a cargo das indústrias
produtoras (Lobato e Assis, 2000).
Trabalhos realizados por
alguns pesquisadores no Brasil sobre a eficiência
de toxóides clostridiais demonstraram
a baixa antigenicidade dos produtos testados.
Lobato et al (1998) ao avaliar a eficiência
de toxóides botulínicos dos
tipos C e D comercializados no País,
verificaram que nenhum produto foi capaz de
induzir a produção de anticorpos
neutralizantes suficientes para atender os
requisitos minímos exigidos no teste
de potência. Azevedo et al (1998) testaram
a potência de seis vacinas clostridiais
com múltiplos antígenos que
continham em sua composição
toxóides contra C. perfringens tipos
C e D, demonstrando um baixo poder imunogênico
dos produtos nacionais disponíveis
no mercado. Recente trabalho realizado por
Lobato et al (2000), com seis vacinas comerciais
contra C. perfringens tipos C e D e
um toxóide bivalente padrão,
constataram que duas vacinas comerciais e
toxóide padrão atenderam os
requisitos exigidos pelo teste de potência
em coelhos e induziram a produção
de anticorpos neutralizantes nos bovinos vacinados.
Balsamão et al (2000), ao avaliarem
11 vacinas comerciais e uma bacterina-toxóide
padrão contra C. sordellii,
verificaram que apenas o padrão e mais
três vacinas comerciais atenderam os
requisitos do teste de potência. Estes
dados nos permitem inferir a necessidade de
implementação por parte das
industrias produtoras e dos órgãos
oficiais de um controle mais efetivo das vacinas
produzidas, bem como a realização
de novos trabalhos com o intuito de avaliarem
os demais componentes. Ainda
em relação ao controle de
qualidade das vacinas clostridiais, é
importante mencionar que, para a avaliação
da potência das mesmas, o método
convencionalmente utilizado, a soroneutralização
em camundongos, está sendo gradualmente
substituído pelas técnicas
in vitro. Dentre elas, pode-se citar
como exemplo, o ELISA, empregado para detecção
de anticorpos produzidos contra a toxina
épsilon de C. perfringens
tipos C e D (Sojka., 1989; Uzal et al.,
1997, Parreiras, 2001), e o emprego de cultivos
celulares (Knight et al., 1990).
As vacinas clostridiais devem
ser adminsitradas por via subcutânea,
preferencialmente, em duas doses intervaladas
de 4-6 semanas na primovacinação
e reforço anual, com exceção
de C. haemolyticum, que deverá
ser semestral. Quando o rebanho é
sistematicamente vacinado, os anticorpos
colostrais protegem os bezerros por até
3-4 meses após o nascimento, devendo
então a primovacinação
ser realizada após este período
(Roussel & Herdje, 1990).
Para que o controle
das clostridioses seja eficiente, deve-se
aliar, à pratica de vacinações,
medidas de manejo que visem reduzir os fatores
que poderão predispor a ocorrência
dessas enfermidades.
Tabela 2
Composição antigênica
para vacinas clostridiais.
| |
Tipo
de vacina |
| Doença
|
Agentes
envolvidos |
Bacterina
|
Toxóide |
| Carbúnculo
Sintomático |
C.
chauvoei |
+ |
- |
| Gangrena
gasosa |
C.
Septicum |
+ |
+ |
| |
C.
perfringens tipo A |
+ |
.+ |
| |
C.
Sordellii |
+ |
+ |
| |
C.
novyi tipo A |
+ |
+ |
| Enterotoxemia
|
C.
Perfringens tipos B, C e D |
- |
+ |
| Botulismo
|
C.
botulinum tipos C e D |
- |
+ |
| Tétano
|
C.
tetani |
- |
+ |
| Hemoglobinúria
bacilar |
C. haemolyticum |
+ |
- |
| Hepatite
necrótica |
C.
novyi tipo B |
+ |
- |
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