|
MATERIAIS E MÉTODOS
Sessenta e quatro bezerros de corte cruzados
foram usados neste estudo. Os bezerros eram originários
de uma fazenda do Leste do Texas e foram selecionados
como soronegativos ao IBR, BVD e BRSV. As soroatividades
foram determinadas por soroneutralização
de uma avaliação de amostras de soro, coletadas
2 semanas antes do início do estudo (Tabela1).
No período de avaliação da amostragem os animais
foram identificados com brincos numerados seqüencialmente,
conforme chegavam ao desembarcador. A distribuição
dos animais nos tratamentos foi aleatória, cega
e baseada somente no número do brinco.
Os bezerros do Tratamento I receberam uma vacina
multivalente contendo o vírus da IBR-PI3, quimicamente
alterados (termossensível), vírus da BVD inativados,
vírus da BRSV vivos modificados e 5 serovares
de Leptospira.
O tratamento II recebeu uma vacina contendo vírus
da IBR-BVD-PI-BRSV, todos mortos, mais 5 serovares
de Lepstospira.b Os bezerros do tratamento III
não foram vacinados e serviram como controle negativo
para o estudo (Tabela 2). As vacinas foram administradas
conforme especificações de bula do fabricante.
Os bezerros receberam tratamento inicial apropriado
18 dias antes do desmame e retornaram ao rebanho
(23/11/90) (Tabela 3). Foram desmamados e transportados
ao Agri Research Center, localizado a três milhas
a noroeste de Canyon, Texas, em 11 de dezembro
de 1990, onde receberam vacinações de apoio baseadas
no grupo de tratamento e foram colocados em baias
separadas em 12 de dezembro de 1990. O manuseio
e a observação dos animais foram feitos de acordo
com os procedimentos-padrão de manejo, do processamento
ao desafio viral, em 12 de janeiro de 1991. Dois
animais foram removidos do Tratamento II antes
do desafio um por doença e outro por doença
respiratória não responsiva e foram, assim,
excluídos do estudo.
TABELA 1 - TITULAÇÕES DA MÉDIA GEOMÉTRICA
|
|
IBR |
BVD |
BRSV |
PI3 |
|
| 23-11-90 |
|
|
|
|
| Tratamento I |
1,1a |
3,0 |
1,0 |
1,8 |
| Tratamento II |
1,0 |
3,0 |
1,0 |
2,1 |
| Tratamento III |
1,0b |
3,0b |
1,0b |
2,0 |
|
|
|
|
|
| 12-12-90 |
|
|
|
|
| Tratamento I |
4,1 |
3,2 |
4,0 |
5,7 |
| Tratamento II |
1,5 |
3,0 |
1,1 |
5,1 |
| Tratamento III |
1,0 |
3,0 |
1,0 |
1,9 |
|
|
|
|
|
| 01-12-91 |
|
|
|
|
| Tratamento I |
19,8 |
26,4 |
22,6 |
17,3 |
| Tratamento II |
17,4 |
32,9 |
12,7 |
38,2 |
| Tratamento III |
1,0 |
3,0 |
8,5 |
16,0 |
|
|
|
|
|
| 02-02-91 |
|
|
|
|
| Tratamento I |
668,4 |
1.051,7 |
16,9 |
109,1 |
| Tratamento II |
958,6 |
990,8 |
7,7 |
80,6 |
| Tratamento III |
27,9 |
32,0 |
4,0 |
27,9 |
|
a O animal 12 foi relatado
como soronegativo na avaliação da amostragem
(4-11-90) e a 1:2 em 23-11-90.
b Uma titulação da média geométrica
de 1,0 representa uma titulação de soroneutralização
de <1:2
c Uma titulação da média geométrica
de 3,0 representa uma titulação de soroneutralização
de <1:6 |
TABELA 2 - GRUPOS DE TRATAMENTO
|
|
N° de
Animais |
Tipo de Produto |
|
| Tratamento I |
26 |
Vírus IBR-PI3 quimicamente alterados
(termossensíveis) , BRSV mofificado vivo,
BVD morto, mais 5 serovares a de Leptospira
|
| Tratamento II |
24 |
Todos os vírus mortos IBR-BVD-PI3-BRSV,
mais 5 serovares b de Leptospira |
| Tratamento III |
12 |
Controle negativo |
|
a CattleMaster 4+L5tm
- Pfizer Animal Health, 812 Springdale Drive,
Exton, PA 19342
b Triangle 9tm - Fort Dodge Laboratories
Inc., 800 Fifth Street N.W. Fort Dodge, IA
-50501 |
TABELA 3 - CRONOGRAMA DE EVENTOS
|
| Data |
Evento |
|
| 04-11-90 |
Avaliação das amostras
de sangue coletadas |
| 23-11-90 |
Distribuição aos
tratamentos, coleta de amostras de sangue,
vacinação |
| 11-12-90 |
Animais enviados
ao Agri Research Center (ARC) |
| 12-12-90 |
Revacinação, pesagem,
coleta de amostras de sangue |
| 12-01-91 |
Observação, pesagem,
sangria, desafio IBR & BVD |
| 13 a 18-01-91 |
Observação, medição
diária de temperatura |
| 19-01-91 |
Observação, pesagem
medição de temperatura |
| 20 a 24-01-91 |
Observação |
| 02-01-91 |
Coleta final de
amostras de sangue, pesagem, medição de temperatura |
Em 12 de janeiro de 1991, os bovinos foram expostos
a 2x108 TCID do vírus da BVD, cepa New York-1
e 2x109,4 TCID de vírus da IBR, cepa Cooper. Um
total de 4 mililitros da mistura de vírus foi
administrado em múltiplas pequenas doses, via
aerossol, com metade da dose sendo aplicada em
cada narina.
A temperatura individual foi diariamente aferida
por 7 dias consecutivos após desafio.
Após o dia 7 do desafio, os animais que exigiram
tratamento foram manejados como casos rotineiros
de doença respiratória. O tratamento administrado
foi baseado em procedimentos-padrão para os animais
do estudo. Todos os animais foram observados e
manejados como animais de pasto, normalmente,
do sétimo dia pós-desafio até o final do estudo.
O estudo foi conluído 21 dias pós-desafio em 2
de fevereiro de 1991.
Os dados de morbidade e mortalidade foram coletados
e tabulados. Análise ao método Qui-Quadrado foi
realizada com dados apropriados. Os resultados
de necropsia foram coletados e avaliados.
RESULTADOS
Os dados de mortalidade por tratamento estão apresentados
na Tabela 4 e no Gráfico 1. Pode-se observar que
nenhum dos 26 (0%) bezerros do Tratamento I morreram,
enquanto 3 de 24 (13%) dos bezerros do Tratamento
II e 7 de 12 (58%) do Tratamento III morreram.
|
|
N°
de animais |
%
de mortes |
%
doentes |
|
| Tratamento I |
26 |
0(0) |
2(8) |
| Tratamento II |
24 |
3(13) |
8(33) |
| Tratamento III |
12 |
7(54) |
12(100) |
TABELA 4 - MORBIDADE E MORTALIDADE
|
| Tratamentos |
Mortes |
Doentes (tratados
individualmente) |
|
| I vs II |
<0,0001 |
<0,025 |
| I vs III |
<0,0001 |
<0,0001 |
| II vs III |
<0,0001 |
<0,0001 |
|
Gráfico 1 - Porcentagem
de morbidade e mortalidade por grupo de tratamento

A causa, bem como os dados individuais das mortes
dos animais, podem ser visto na Tabela 5. O tempo
para exposição do vírus até a morte do primeiro
e do último foi de 10 a 18 dias, respectivamente.
O tempo médio de desafio ao víruis até a morte
foi de 13 dias. Houve envolvimento consistente
do trato respirátotio (consolidação e hemorragia)
e do trato digestico (ulceração e edema das dobras
do abomaso) nos animais necropsiados (Tabela 5).
Necropsia macroscópica das lesões foi consistente
com relatórios publicados para doença respiratória
bovina envolvimento de IBR e BVD.1,2
Tecidos dos animais 51 e 8 foram submetidos ao
Laboratório de Diagnóstico Médico-Veterinário
do Texas para isolamento de vírus. O animal 8
produziu vírus IBR no pulmão, traquéia, nódulos
linfáticos do mediastino, abomaso e intestino
delgado.
O animal 51 produziu vírus BVD dos nódulos linfáticos
e do intestino delgado. A análise com o MÉTODO
Qui-Quadrado foi realizada sobre dados de mortalidade
(Tabela 4). Foi encontrada diferença estatisticamente
significativa para redução de mortalidade no Tratamento
I quando comparado aos Tratamentos II e III (p<0,0001).
A redução da mortalidade no Tratamento II versus
Tratamento III também foi estatisticamente significativa
( p<0,0001). A morbidade foi determinada por resposta
febril (Tabelas 6 e 7) e a necessidade de tratamento
individual para doença respiratória (Tabela 4
e Gráfico 1). No dia 2 pós-desafio, todos os grupos
estavam mostrando um aumento na temperatura retal
média (Tabela 7).
TABELA 5 - PERDA POR MORTE: DATA E CASO
|
| Tratamentos |
N°
de animais |
Data
da Morte |
Diagnóstico
da necropsia |
|
| Tratamento
I |
N/A |
N/A |
Nenhuma Morte |
| Tratamento
II |
51 |
22-01-91 |
Pneumonia (isolado
vírus da BVD) |
|
12 |
25-01-91 |
IBR/BVD* |
|
46 |
30-01-91 |
IBR/BVD/Pasteurella** |
| Tratamento
III |
8 |
22-01-91 |
Isolado vírus da
IBR |
|
1 |
25-01-91 |
IBR/BVD* |
|
5 |
25-01-91 |
IBR/BVD* |
|
6 |
25-01-91 |
IBR/BVD* |
|
9 |
25-01-91 |
IBR/BVD* |
|
14 |
25-01-91 |
IBR/BVD/Pasteurella** |
|
3 |
27-01-91 |
IBR/BVD/Pasteurella** |
|
| * Estes animais
foram examinados na Agri Reseach Center pelo
Dr. David Bechtol |
Traquéia - Petéquias e hemorragias ecmóticas
de brandas a extremas; fivrina de branda a extrema.
Pulmões - Hemorragia vermelha escura com
edema e consolidação, com envolvimentos maiores
do que 20%.
Cavidade oral - De normal à hemorragia
petequial a pequenas ulcerações.
Abomaso - Consistemente inflamado e geralmente
edematoso - úlceras alongadas nas dobras.
Intestino - Geralmente inflamado.
** Além das lesões por IBR/BVD havia evidências
de Pasteurella.
TABELA 6 - TEMPERATURAS CORPORAIS INDIVIDUAIS
DO DIA 3 AO DIA 5 PÓS-DESAFIO
|
|
N° do
animal |
Média da temp.
no dia 3* |
Média de temp.
no grupo |
|
| Tratamento
I |
6/26
(23%)a |
40,67 |
39,89 |
| Tratamento
II |
21/24
(88) b |
39,17 |
40,67 |
| Tratamento
III |
12/12
(100%) |
39,44 |
39,44 |
|
* Média de temperaturas
de 3 dias de animais com temperatura mantida
de 40,28ºC ou mais altas.
Diferenças estatísticas no Teste Qui-Quadrado
a p<0,0001 vs. Tratamento II e III
b p<0,10 vs. Tratamento III |
TABELA 7 - MÉDIA DIÁRIA DAS TEMPERATURAS
CORPORAIS * POR GRUPO DE TRATAMENTO
|
| Data |
Tratamento
I |
Tratamento
II |
Tratamento
III |
|
| 12.01.91** |
39,78 |
39,78 |
39,78 |
| 13.01.91 |
39,28 |
39,33 |
38,89 |
| 14.01.91 |
39,61 |
39,39 |
40,33 |
| 15.01.91 |
39,78 |
40,89 |
40,94 |
| 16.01.91 |
40,17 |
40,78 |
41,17 |
| 17.01.91 |
40,06 |
40,78 |
41,22 |
| 18.01.91 |
39,89 |
40,78 |
41,33 |
| 19.01.91 |
39,78 |
40,50 |
40,89 |
|
| * Os animais foram retidos em
um corredor apertado e as temperaturas retais
foram então aferidas ** Todos os animais foram
expostos a cepas virulentas do vírus da IBR
e BVD em 12.01.91 Tratamento I - Vírus quimicamente
alterado da IBR e PI3, BRSV vírus vivo modificado
(MLV), BVD vírus morto e 5 serovares de Leptospira.
Tratamento II - Uma vacina com todos os vírus
mortos mais 5 serovares de Leptospira. Tratamento
III - Nenhuma vacina usada (controle negativo) |
A temperatura média no Tratamento I continuou
a subir, alcançando o pico de 39,7ºC no dia
4 pós-desafio e retornando à linha de base no
dia 7 pós-desafio. As temperaturas dos bovinos
nos Tratamento II e III alcançaram um nível mais
alto e persistitram por mais tempo do que a resposta
registrada para o Tratamento I.
A Tabela 6 representa temperaturas médias de 3
dias, do dia 3 ao dia 5 pós-desafio. Houve uma
redução significativa no número de animais do
Tratamento I, mostrando temperaturas mantidas
de 39,9ºC quando comparado aos Tratamentos
II e III (p<0,0001). A diferença entre os Tratamentos
II e III com relação ao número de animais com
temperaturas mantidas de 39,9ºC durante o
período de 3 a 5 dias pós-desafio não foi estatisticamente
significativa (p>0,1). No dia 7 pós-desafio, os
animais que exigiam tratamento individual para
doença respiratória foram identificados e tratados
(Tabela 4). Dois de 26 (8%) dos animais do Tratamento
I foram tratados individualmente. Oito de 24 (33%)
e 12 de 12 (100%) dos bezerros dos Tratamentos
II e III, respectivamente, exigiram tratamento
individual para doença respiratória.
Diferenças estatisticamente significativas foram
demonstradas com relação à redução de animais
exigindo tratamentos com antibióticos no Tratamento
I versus II (p<0,025) e III (p<0,0001) e para
o Tratamento II versus III (p<0,0001) (Tabela
4). Observou-se também diferença estatisticamente
significativa para a redução no número de animais
no Tratamento I quando comparado aos Tratamentos
II e III, mostrando manutenção da temperatura
corporal de 3 a 5 dias pós-desafio (p<0,001) (Tabela
6).
DISCUSSÃO
O envolvimento de mais de um vírus durante
surto de doença respiratória bovina geralmente
resulta em aumento da severidade da doença clínica.
3,4,5 Na tentativa de simular a experiência clínica
na chegada de novos bezerros desmamados entrando
em confinamento comerciais, e aumentar a probabilidade
de gerar suficiente doença clínica, possibilitando
a diferenciação entre os tratamentos, ambas as
viroses IBR e BVD foram usadas neste estudo de
desafio. Este método de desafio foi muito eficaz
na geração da doença clínica, aproximando a realidade
de bezerros em condições naturais de criação durante
o período de outono e foi um bom modelo de desafio
na avaliação das vacinas.
A avaliação final da eficácia da vacina é sua
habilidade de proteger sob desafio significativo.
Dos resultados, fica evidente que foi significativo
o desafio do vírus de IBR e de BVD. Os resultados
também indicam que a vacinação com qualquer dos
produtos testados foi altamente efetiva na limitação
de morbidade e mortalidade. Além disso, o vírus
quimicamente alterado (termossensível) de IBR
e PI3, o vírus vivo modificado da BRSV e a vacina
de vírus morto da BVD (Tratamento I) mostraram
redução significativa da morbidade e da mortalidade
comparadas à vacina de vírus mortos (Tratametno
II).
As diferenças notadas na eficácia entre as duas
vacinas podem resultar de processos imunológicos
de vacinas de vírus morto versus vacinas de vírus
vivo modificado e alterado quimicamente. Não há
diferença significativa entre a resposta sorológica
dos dois grupos vacinados contra IBR e BVD (Tabela
1). Isto sugeriria que ambos os produtos foram
capazes de estimular uma resposta humoral imune
(HI). O desenvolvimento de uma resposta imune
mediada por células (CMI)não pôde ser documentado
por estes dados; entretanto, diversas informações
são conhecidas sobre o desenvolvimento da CMI
e resposta HI.
Sabe-se que os linfócitos T citotóxicos são parte
importante da resposta celular (CMI) a infecções6
virais. Além disso a ativação de CD8+ ocorre apenas
quando ela reconhece os antígenos virais sintetizados,
endogenamente associados com um Complexo de Histocompatibilidade
Maior classe I (MHC I). Estes antígenos virais
são produzidos durante infecção viral. Vacinas
de vírus vivo podem mais estritamente simular
infecção natural do que vacinas de vírus morto.
Pelo exposto, é possível especular que
o processamento de antígeno viral morto é
diferente do processamento de antígeno viral vivo
modificado (MLV). O processamento de antígenos
MLV resultaria em ativação de CD8+ e CD4+ das
células T auxiliares, estimulando dessa forma
a Resposta Imune Celular (CMI) e a imunidade humoral,
isto é plausível porque a função das vacinas MLV,
infectando as células, resultaria em produção
endógena de proteínas virais que seriam associadas
com MHC classe I e, portanto, ativariam a CD8+.
Com base na rápida e forte resposta humoral, ficou
evidente que ambos os produtos estimularam CD4+
das células T auxiliares e, conseqüentemente,
das células R. O processamento das partículas
do vírus morto pode ter resultado inicialmente
em proteínas solúveis de vírus sendo associadas
com MHC classe II, com resultante ativação da
célula T auxiliar CD4+ e subseqüente ativação
da célula B, levando a uma resposta imune humoral,
mas apenas a uma resposta limitada da CD8+.
Assumindo-se que o acima exposto é correto, a
diferença observada na resposta clínica entre
os tratamentos pode resultar nas razões a seguir.
Os bezerros soronegativos (Tratamento III) foram
expostos simultaneamente a níveis significativos
de vírus IBR e BVD com sensibilização anterior
e, como resultado, foi produzida doença severa.
Os bovinos vacinados com todos os produtos de
vírus mortos tiveram uma boa proteção humoral
a BVD (Acredita-se que a proteção contra a BVD
dependa da resposta imune humoral mais do que
a resposta imune celular), mas pode não ter havido
uma proteção tão eficiente contra IBR por causa
de uma resposta imune celular (CMI) limitada (diz-se
que a proteção contra IBR está fortemente relacionada
à resposta imune celular CMI8). O bovino que recebeu
vírus quimicamente alterado (termossensível),
MLV e vacina de vírus morto teve boa proteção
humoral contra BVD e presumivelmente uma melhor
resposta CMI contra IBR, que resultou numa redução
marcante total na severidade da doença clínica
observada neste grupo.
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