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EFICÁCIA DO CLORIDRATO DE OXITETRACICLINA DE LONGA AÇÃO* NO TRATAMENTO NA ANAPLASMOSE EM BOVINOS SUBMETIDOS A PREMUNIÇÃO.


 

Avaliou-se a eficácia do cloridrato de oxitetraciclina em veiculo de longa ação (TM-LA) no tratamento de anaplasmose induzida em bezerros submetidos a premunição. Foram avaliados os seguintes parâmetros: temperatura retal, porcentagem de parasitemia em esfregaço sanguineos, hematócrito e títulos de anticorpos contra A. marginale por imunofluorescência indireta. O tratamento era instituído quando o animal apresentava sintomas de anasplasmose, como febre,anemia, icterícia e parasitemia >1% e hematócrito <20. Em todos os animais foram detectados anticorpos contra A. marginale e conclui-se que a infecção foi controlada satisfatoriamente com cloridrato de oxitetraciclina emveiculos de longa ação e a premunição foi bem sucedida.

INTRODUÇÃO
O incentivo à pecuária leiteira por meio da introdução de touros puros em rebanhos mestiços faz parte de programas de fomento a produção conduzidos por várias cooperativas industriais de laticínios de Minas Gerais. Os animais especializados geralmente são provenientes de áreas ou criados em condições de instabilidade enzoótica para Tristeza Parasitaria Bovina (TPB). Antes de serem introduzidos no novos rebanhos precisam passar por um período de adaptação que inclui a imunização contra a TPB. Dos métodos de imunização, a premonição é o mais utilizado no Brasil, mas pode apresentar como desvantagens o elevado custo, a possível transmissão de doenças em resultados inconstantes (Lima, 1991). Nos últimos anos, modificações introduzidas nos métodos de premonição, como o uso de inóculo padronizado, parasitos, parcialmente atenuados e tratamento com tetraciclinas de longa ação contribui significativamente para melhorar o desempenho do processo e reduzir os custos (Silva & Lima,1995). Neste trabalho, é avaliada a eficácia do cloridrato de oxitetraciclina de longa ação no tratamento de anaplasmose em tourinhos submetidos ao processo de premunição antes de serem distribuídos aos cooperados pela Itambé/Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais Ltda. (CCPR).

MATERIAL E MÉTODOS

Local do Estudo
O experimento foi conduzido nos laboratórios do Departamento de Parasitologia do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte, e na Granja Itambé/CCPR, localizada no município de Sete Lagoas, MG.

Animais e Manejo
Foram utilizados 61 tourinhos Holandeses, com 5 a 13 meses de idade, provenientes de áreas de instabilidade enzoótica para TPB, dos Estado do Paraná. Os animais, ao chegarem à fazenda foram identificados com brincos numerados, foram pesados, submetidos a exames clínicos e alojados em instalações com volumoso de boa qualidade (silagem de milho e capim picado), ração para tourinhos, suplemento mineral e água à vontade.

Inoculação em colheita de material
O processo de premunição teve a duração de 80 dias e para as diversas atividades executadas foi usado como referência o dia da inoculação, identificado como dia zero (D0). Os animais receberam no D0, por via subcutânea, um inóculo, mantido em nitrogênio líquido (-196ºC), constituído por amostras virulentas de hemoparasito isoladas de bovinos naturalmente infectados. Cada animal recebeu uma dose de 1,5 x 10, 2,3 x 10 e 1,1 x 10 de hemácias parasitadas, respectivamente, por Anaplasma marginale, Babesia bigemina e B.bovis. A temperatura retal foi medida em intervalos de 12 horas (manhã e tarde) a partir do D1 até o D80.
O volume globular foi determinado, pelo método do microhematócrito, nos D0, D7, D14, e então a intervalos de 24 a 28 horas, a partir do início da fase clínica da doença, até o D80.
Esfregaços sanguíneos foram preparados com sangue capilar, colhido na extremidade da cauda, nos D0, D2, D6, D8, e a cada 24 ou 48 horas, até o D80. Os esfregaços foram corados pela solução de Giemsa e a porcentagem de parasitemia determina após o exame de 10,4 a 3x 104 hemácias, em microscópio óptico, com objetiva de imersão (1.000x).
Os animais foram pesados no D3, no dia de cada tratamento e no D80. O tratamento era instituído quando os animais apresentavam sinais clínicos de anaplasmose (febre, tristeza, anemia, icterícia) associados à queda no volume globular (320%) e parasitemia igual ou superior a 1%. O tratamento consistia de injeção intramuscular única de cloridrato de oxitetracicilina de longa ação (TM-LA) na dose de 20 mg/kg p.v. Quando a paristemia persistia em níveis elevados por períodos superiores a quatro dias e o animal não apresentava melhora no quadro clínico, uma segunda, terceira ou mesmo quarta dose eram administradas.
O tratamento específico contra babesiose, feito com 4,4- diazoamine dibenzimidine diaceturado1 na dose de 3,5 mg/kg p.v., era administrado quando os animais apresentavam sinais clínicos e exame parasitológico. A resposta imune humoral foi determinada pela titulação de anticorpos (IgG), através da reação de imunofluorescência indireta (RIFI), usando do diluições múltiplas do soro sanguíneo, a partir de 1:80 até 1:10.240, segundo técnica recomendada pelo IICA (1987).


RESULTADOS
Todos os animais apresentaram parasitemia detectada nos esfregaços sanguíneos em diferentes porcentagens. A parasitemia foi inicialmente observada em um animal no D8, atingindo um nível máximo de 0,28% de hemácias parasitadas no D10; este animal permaneceu como único positivo até o D15, tornando-se então negativo até o D30. A partir do D17 o número de animais positivos aumentou e no D34 todos apresentavam parasitemia. O nível médio de parasitemia atingiu o pico no D25 e permaneceu em níveis elevados até o D37, quando então passou a declinar gradualmente, alternando períodos de níveis elevados e baixos em alguns animais. ( Tabela 1 )

Tabela 1. Parasitemia média de Anaplasma marginale em tourinhos submetidos à premunição e tratados com cloridrato de oxitetraciclina em Sete Lagoas, MG.

Dia do Experimento Número de animais Parasitemia média % Amplitude total Dia do experimento Números de animais Parasitemia média % Amplitude total
2 0 0   44 58 0,261 0,01-2,0
6 0 0   45 57 0,189 0,01-1,7
8 1 0,1   46 56 0,164 0,01-0,9
9 1 0,2   47 56 0,130 0,01-0,8
10 1 0,28   48 56 0,155 0,01-0,8
12 1 0,16   49 56 0,217 0,01-1,0
15 1 0,01   50 56 0,247 0,01-1,5
17 5 0,41 0,01-2,0 51 56 0,239 0,01-1,8
18 12 0,527 0,01-5,0 52 56 0,277 0,01-2,3
19 20 0,608 0,01-7,7 53 56 0,283 0,01-1,6
20 33 0,477 0,01-6,0 54 56 0,263 0,01-1,5
21 37 0,643 0,01-3,6 56 57 0,361 0,01-3,3
22 43 0,685 0,01-3,0 57 58 0,320 0,01-2,8
23 52 0,806 0,01-4,3 58 53 0,444 0,01-3,5
24 54 0,910 0,01-2,8 59 51 0,362 0,01-2,2
25 54 1,061 0,01-8,4 60 49 0,404 0,01-2,8
26 54 0,925 0,01-3,8 61 50 0,272 0,01-1,8
27 56 0,868 0,01-3,6 63 43 0,215 0,01-2,6
28 57 0,837 0,01-3,4 64 43 0,127 0,01-1,9
29 58 0,761 0,01-4,0 65 39 0,126 0,01-1,8
30 59 0,772 0,01-3,3 66 39 0,100 0,01-1,2
31 59 0,936 0,01-3,9 67 38 0,119 0,01-0,8
32 60 0,809 0,01-3,9 68 39 0,090 0,01-1,6
33 60 1,032 0,01-6,0 69 39 0,085 0,01-2,2
34 61 0,954 0,01-3,5 70 31 0,072 0,01-0,9
35 61 0,842 0,01-4,0 71 23 0,039 0,01-0,3
36 61 0,808 0,01-5,0 72 22 0,022 0,01-0,2
37 61 0,939 0,01-5,0 73 22 0,075 0,01-0,5
38 61 0,700 0,01-4,3 74 20 0,062 0,01-0,4
39 60 0,664 0,01-5,7 75 20 0,062 0,01-0,5
40 58 0,607 0,01-4,0 77 20 0,213 0,01-2,5
41 58 0,488 0,01-2,6 78 20 0,302 0,01-3,0
42 58 0,425 0,01-2,7 80 16 0,432 0,01-2,0
43 58 0,348 0,01-2,8 - - - -

Em nove animais o percentual de parasitismo não atingiu 1% e a infecção por A. marginale se caracterizou por períodos de parasitemia patente intercalados com períodos de exames negativos, que se estenderam durante todo o experimento.

O volume globular começou a declinar a partir do D15, atingindo o nível mais baixo no D33, seguido de recuperação gradual até o D49, quando iniciou novo período de queda que persistiu até o D58, quando, novamente, começou, gradualmente, a se recuperar (Tabela 2).

Tabela 2. Volume globular médio de tourinhos infectados com Anaplasma marginale submetidos à premunição e tratados com cloridrato de oxitetraciclina, em Sete Lagoas, MG.


Dia do Experimento Volume globular médio % Amplitude total Dia do experimento Volume globular médio % Amplitude total
0 31,98 26-42 47 23,93 15-35
7 34,43 26-42 49 24,36 12-37
14 31,88 15-45 51 24,34 15,35
15 27,23 15-43 53 23,97 15,35
19 26,11 17,38 58 21,49 13,32
21 24,11 14,31 60 21,57 14,34
23 22,48 15,34 61 22,07 13,34
25 21,44 15,30 63 22,75 14,35
27 20,62 12-30 65 23,03 14-34
29 20,62 12-30 67 23,23 15-35
31 19,95 13-30 68 23,16 14-34
33 19,39 11-32 70 22,98 14-32
35 19,70 13-30 72 23,23 14-35
37 20,30 14-31 74 24,64 16-33
39 20,74 15-30 75 24,74 16-32
41 21,21 15-35 77 25,90 15-35
43 22,00 15-36 80 27,70 17-35
45 23-57 15-38 - - -

A temperatura retal apresentou variações significativas durante o experimento, atingindo níveis mais elevados no período da tarde. A temperatura média, no período da manhã, permaneceu entre 39,0ºC e 39,5ºC do D9 até o D26, e abaixo de 39,0ºC nos outros dias; no período da tarde a temperatura permaneceu sempre acima de 39,0ºC e, a partir do D6, acima de 39,5ºC. Os níveis mais elevados foram atingidos durante a fase clínica da anaplasmose. A maioria dos animais (59,6%) apresentou, no período da manhã, temperatura retal abaixo de 39,0ºC no dia do tratamento. Entre os animais tratados, a temperatura, no período da manhã, atingiu valores iguais ou maiores que 40,0ºC no dia do tratamento em 16 animais (30,8%), e no período da tarde em 21 animais (40,4%). A temperatura máxima observada foi 41,4ºC no período da manhã e 41,6ºC à tarde. A TM-LA foi eficiente para controlar a infecção por A. marginale em todos os animais tratados. Cinqüenta e dois animais (85,2%) necessitam de tratamento para a anaplasmose durante a premunição, sendo que 17 (32,7%) receberam apenas uma dose de TM-LA, 27 (51,9%) receberam duas doses, 7 (13,5%) três doses e para 1 (1,9%) animal foi necessária uma quarta dose para controlar a doença. Um animal tratado com duas doses e outro com três doses de TM-LA receberam a última dose, respectivamente, 24 e 48 dias após terem a infecção debelada pela dose anterior, resultado confirmado por sucessivos exames parasitológicos negativos, indicando que houve reinfecção (Tabela 3).

Tabela 3. Tourinhos infectados com Anaplasma marginale submetidos à premunição e tratados com diferentes doses de cloridrato de oxitetraciclina, em Sete Lagoas, MG.

Dia do Experimento à primeira dose     Animais Tratados    
  1 dose 2 dose 3 dose 4 dose Total
18 0 1 0 0 1
20 0 3 1 0 4
21 1 2 1* 0 4
23 2 8 0 0 10
24 0 3 1 0 4
25 2 1 2 0 5
26 0 1 1 1 3
27 0 2 0 0 2
28 0 1 0 0 1
31 1 1 0 0 2
32 1 0 0 0 1
33 0 1 0 0 1
34 2 1 1 0 4
37 0 1 0 0 1
39 1 0 0 0 1
40 1 0 0 0 1
56 0 1* 0 0 1
58 1 0 0 0 1
59 1 0 0 0 1
61 1 0 0 0 1
64 1 0 0 0 1
68 1 0 0 0 1
77 1 0 0 0 1
Total 17 (32,7%) 27 (51,9%) 7 (13,5%) 1 (1,9%) 52 (85,2%)



Tabela 4. Títulos de anticorpos (IgG) anti-Anaplasma marginale determinados pela reação de imunofluorescência indireta em 61 tourinhos submetidos à premunição e tratados com cloridrato de oxitetraciclina, em Sete Lagoas, MG.

Dia do Experimento Títulos de anticorpos
Média Amplitude Total
0 666 80-5.120
15 1.592 80-10.240
30 4.155 80-10.240
45 5.860 320-10.240
60 5.744 320-10.240
75 6.211 1.280-10.240

Em nove animais (14,8%), a parasitemia não atingiu 1% e por isso não receberam tratamento. A temperatura e o volume globular nesses animais não apresentaram alterações significativas no período de maior parasitemia, que pudessem ser atribuídas à anaplasmose. O tratamento iniciou-se no D18 e o último animal foi tratado no D77. A maioria dos animais recebeu o primeiro tratamento entre D20 e D34.
Infecções por Babesia spp foram identificadas inicialmente entre o D5 e o D20 e depois entre D31 e D63, e foram tratadas com eficiência pelo Ganaseg.
Anticorpos anti-A.marginale foram detectados em todos os animais no D0, com título médio de 1:666 sendo 1:80 em 8 animais, 1:320 em 34 animais, 1:1.280 em 19 animais e 1:5.120 em 1 animal. Os títulos foram gradualmente se elevando durante o processo de premunição atingindo os níveis mais elevados no D75, quando apresentou um título médio de 1:6.211 sendo que 12 animais apresentavam 1:1.280, 27 animais 1:5.120 e 22 estavam com títulos de pelo menos 1:10.240 (Tabela 4).
Os títulos dos nove animais que não foram tratados durante a premunição foram de 1:80 (1 animal), 1:320 (5 animais) e 1:1.280 (3 animais) no D0 e de 1:1.280 (6 animais), 1:5.120 (1 animal) e 1:10.240 (2 animais) no D75.
O peso médio dos tourinhos foi de 245,8 kg no D-3 e de 262,0 kg no D80, refletindo um ganho de peso diário de 195 g durante os 83 dias. Não houve mortalidade e todos os animais estavam saudáveis ao final do processo, quando foram liberados para distribuição entre os cooperados da Hambé/Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais Ltda CCPR.

DISCUSSÃO
Os freqüentes insucessos obtidos em programas de melhoramento genético, decorrentes da elevada mortalidade de animais especializados, oriundos de áreas indenes ou instáveis, após a introdução em regiões endêmicas para TPB, têm sido reduzidos com o uso de programas de imunização, especialmente da premunição. Os resultados obtidos neste experimento justificam a adoção dessa medida profilática, pois todos os animais provenientes de regiões com características de instabilidade para TPB se infectaram quando inoculados com amostras virulentas de hemoparasitos. Embora a premunição seja o método mais empregado na imunização de bovinos contra TPB, algumas desvantagens podem limitar ou mesmo impedir o seu uso em determinadas circunstâncias. Neste experimento o processo de premunição foi conduzido de acordo com os métodos propostos por Silva & Lima (1995), e os resultados obtidos foram satisfatórios, confirmando os achados dos referidos autores. As alterações observadas nos diferentes parâmetros (temperatura, volume globular e resposta imune) avaliados durante a realização deste experimento foram as habitualmente encontradas nos processos de premunição e já assinaladas por diferentes autores (KOHAYAGAWA, 1985; Lõss et al., 1992; 1993).
O elevado número de animais que foi tratado indica que a presença de anticorpos anti-A. marginale, revela pela RIFI no início do experimentos, não conferia proteção contra o desafio proporcionado pela inoculação de uma amostra virulenta de campo. Resultados semelhantes têm sido relatados por diferentes autores, que não encontraram relação entre título de anticorpos à RIFI e proteção contra A.marginale (Murphy et al., 1966; Klaus & Jones, 1968; Montenegro-James et al., 1985; Lõss et al., 1992). Outro fator que pode estar envolvido nessa aparente imcapacidade de proteção da imunidade humoral seria a diferença entre amostras do parasito oriundas de diferentes regiões. Kuttler et al. (1984) observaram diferenças na resposta imuni quando utilizaram amostras heterólogas. Também, Lõss et al. (1992 ) observaram que animais submetidos à premunição apresentavam parasitemia patente e necessitavam de tratamento quando eram desafiados com amostra de A. marginale virulenta diferente da utilizada para a premunição. A dose do inóculo pode ser outro fator responsável pelo desencadeamento do quadro clínico em animais com nível de proteção insuficiente. Gale et al. (1996) constataram variações na parasitemia e no período de incubação da anaplasmose em bovinos inoculados com diferentes quantidades de hemácias infectadas com A. marginale.
Os compostos de tetraciclina são os agentes recomendados para o tratamento da anaplasmose bovina (Wanduragala & Ristic, 1993). A dose e o número de tratamentos dependem da formulação da tetraciclina, da via de tratamento, da intensidade do quadro clínico, da idade do animal, da virulência da amostra e do nível de parasitemia. Durante o processo de premunição o número de tratamentos também é variável. Todorovic & Tellez (1975) concluíram que 7 tratamentos com oxitetraciclina na dose de 12mg/kg p. v. foram relativamente ineficientes para controlar a parasitemia por A. marginale após desafio em 25 animais de 2 a 3 anos de idade, submetidos ao processo de premunição. Entretanto, Carson et al. (1977) controlaram a parasitemia por A. marginale em três vacas Jersey submetidas à premunição tratando-as com oxitetraciclina na dose de 11mg/kg p. v. por 3 a 4 dias. Lõss et al.(1993) encontraram média de 3,2 a 4,9 tratamentos/animal com dose de 10 a 15mg/kg p. v. de cloridrato de tetraciclina, por via endovenosa. Silva & Lima (1995), usando TM-LA na dose de 10mg/kg p. v. por via intramuscular, relataram que, de 45 animais submetidos à premunição, 24,4% receberam um tratamento, 57,8% dois tratamentos, 15,6% três tratamentos e 2,2% quatro tratamentos. Os resultados obtidos nesse experimento confirmaram a eficiência da TM-LA no tratamento da anaplasmose e que a dose de 20mg/kg p. v., por via intramuscular, recomendada pelo fabricante, aumenta a sua eficácia, elevando para 32,7% o percentual de animais com infecção controlada com apenas uma dose e reduzindo os percentuais de animais que necessitam de duas, três ou mesmo quatro doses para atingir este objetivo.
A ausência de mortalidade, o ganho de peso e estado geral dos animais ao final da premunição reforçam as recomendações de Silva & Lima (1995) em relação ao uso de inóculo conhecido no processo de premunição. Além disso, a eficiência da TM-LA no tratamento da anaplasmose contribui significativamente para reduzir os custos, considerados como uma das principais desvantagens da premunição.

BIBLIOGRAFIA
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SUMARY
EFFICACY OF LONG ACTING
OXYTETRACYCLINE CLORIDRATE IN THE
TREATMENT OF ANAPLASMOSIS IN CALVES
SUBMITTED TO THE PRE-IMMUNIZATION
PROCESS


IMPACTO DE IBR E DE BVD SOBRE A EFICIÊNCIA REPRODUTIVA EM GADO DE CORTE
REAÇÃO CLÍNICA DE BEZERROS SOB DESAFIO DIRETO AO VÍRUS DA IBR E BVD: COMPARAÇÃO DE DUAS VACINAS E CONTROLE NEGATIVO.*
SEGURANÇA DA VACINA CATTLEMASTER 4 PRODUZIDA COM A CEPA RLB 106 DO VÍRUS HVB-1, VIVO TERMOSSENSÍVEL MODIFICADO QUIMICAMENTE, EM VACAS E/OU NOVILHAS PRENHES EM CONDIÇÕES DE CAMPO NO BRASIL*
REVISÃO BIBLIOGRÁFICA DOS TRABALHOS DE EFICÁCIA E SEGURANÇA DA CEPA RLB 106 Termossensível (TS) do Herpes vírus bovino tipo I (Rinotraqueíte infecciosa bovina - IBR) em vacinas comerciais.
EPIDEMIOLOGIA E CONTROLE DA CAMPILOBACTERIOSE GENITAL BOVINA
ÍNDICES REPRODUTIVOS EM GADO DE CORTE
AVALIAÇÃO DA RESPOSTA DE ANTITOXINAS BETA E ÉPSILON DE CLOSTRIDIUM PERFRINGENS INDUZIDAS EM BOVINOS E COELHOS POR SEIS VACINAS COMERCIAIS NO BRASIL
LEVANTAMENTO DA INCIDÊNCIA DE REAÇÕES VACINAIS E/OU MEDICAMENTOSAS EM CARCAÇAS DE BOVINOS DESOSSA EM FRIGORÍFICOS NO BRASIL
EFICÁCIA DO CLORIDRATO DE OXITETRACICLINA DE LONGA AÇÃO NO TRATAMENTO NA ANAPLASMOSE EM BOVINOS SUBMETIDOS A PREMUNIÇÃO.
REAÇÕES VACINAIS EM BOVINOS: REAÇÕES NOS LOCAIS DE APLICAÇÃO DE VACINAS CONTRA CLOSTRIDIOSES
CONTROLE DA DIARRÉIA NEONATAL DE BEZERROS POR MEIO DA VACINAÇÃO DAS VACAS PRENHES COM SCOURGUARD 3 (K)/C E TRANSFERÊNCIA DE ANTICORPOS AOS RECÉM-NASCIDOS POR MEIO DO COLOSTRO
AVALIAÇÃO TÉCNICA E ECONÔMICA DA PECUÁRIA DE CORTE
DIAGNÓSTICO DE CLOSTRIDIOSES E CONTROLE DE QUALIDADE DAS VACINAS
PRODUÇÃO DE CARNE BOVINA DE ALTA QUALIDADE
USO TERAPÊUTICO DA TERRAMICINA/LA CONTRA ANAPLASMOSE AGUDA EM BOVINOS: RESULTADOS BRASIL
     
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